Michelle, PL Ceará e Ciro Gomes: o triângulo político mais imprevisível do Brasil
Michelle Bolsonaro criticou publicamente a aproximação do PL do Ceará com Ciro Gomes, gerando um conflito interno no partido. André Fernandes rebateu dizendo que a autorização veio do próprio Jair Bolsonaro, transformando o episódio em um verdadeiro “Casos de Família” político. O episódio expõe o caos, o humor involuntário e a desorganização da direita brasileira em um momento de disputas por protagonismo.
O Brasil já foi chamado de muitas coisas: circo, novela, tragédia grega, comédia pastelão… mas triângulo amoroso político talvez seja novidade até para nós. E olha que somos um povo experiente. Desta vez, os protagonistas são Michelle Bolsonaro, o PL do Ceará e, pasmem, Ciro Gomes. Sim, você leu certo. É o crossover do ano — aquele que ninguém pediu e, mesmo assim, aconteceu.
Tudo começou quando Michelle subiu num palco em Fortaleza e, como quem vira síndica de condomínio sem ninguém eleger, decidiu decretar:
“Aliança com Ciro? NÃO DÁ.”
A plateia, acostumada a tretas mas não a esse nível de fanfic política, soltou um “uuuuuh” tão sincero que parecia final de vaquejada, quando o boi já saiu na vantagem e o vaqueiro tenta salvar a honra.
Mas aí entrou em cena o grande animador de auditório do PL cearense, André Fernandes. Ele levantou o dedinho e, com aquele tom passivo-agressivo de quem já acorda pronto pra brigar, respondeu:
“Michelle, querida… quem autorizou conversar com o Ciro foi o seu marido mesmo.”
Pronto. O palco virou Casos de Família instantaneamente:
— “Mas ele não disse isso!”
— “Disse sim!”
— “Disse não!”
— “Eu falei que ele disse, mas ele não disse aquilo que você está dizendo que ele disse!”
Se tivesse a Márcia Goldschmidt ali, resolvia em cinco minutos.
Enquanto isso, Ciro Gomes — recém-tucano, recém-reanimado e sempre pronto para ficar pistola — assistia tudo à distância, provavelmente com um sorriso de canto de boca pensando:
“Passei 40 anos xingando meio mundo pra isso aqui acontecer: Michelle Bolsonaro brigando por minha causa.”
O fato é que o PL no Ceará está tão desorientado que conseguiu, no mesmo fim de semana, bater de frente com Michelle e dar uma piscadinha política para Ciro. É o tipo de versatilidade que só aparece quando o partido está desde 2006 levando carreto eleitoral e decide que vale tudo — inclusive pacto com o diabo, desde que o diabo venha com palanque.
E a grande dúvida que fica é:
Quem manda na direita brasileira hoje?
Michelle? Bolsonaro? O PL? O algoritmo do TikTok? Alguma entidade pagã?
Ninguém sabe.
O que sabemos é que, quando a direita nacional começa a tretar porque não sabe se se ajoelha para Michelle ou se manda flores para Ciro, está claro que o conservadorismo brasileiro entrou oficialmente em sua fase emo: dramático, confuso, carente e cheio de frases indiretas.
Se continuar assim, o próximo capítulo pode ser Michelle gravando vídeo no Reels dizendo:
“Eu e o PL estamos dando um tempo.”
E sinceramente?
O Brasil merece esse entretenimento.
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